Poucas horas de sono e muita alegria é o lema da galera que curte o Festival Folclórico de Parintins. Desde as primeiras horas do dia até a alta madrugada, as mais de cem mil pessoas que invadem a cidade no último final de semana de junho, se integram aos nativos da região e, juntos, protagonizam uma verdadeira maratona de diversão. Seja na praça central da cidade, seja nos bares o povo faz a festa, com muito bom-humor, despojamento, diplomacia e simplicidade.

Na Praça dos Bois, a tradicional Festa dos Visitantes, que acontece na noite anterior ao primeiro dia de apresentação, reúne a multidão que já marca presença na cidade. Também no dia que antecede à abertura oficial do Festival, a pacata pracinha da Catedral de Parintins vai se transformando no epicentro do agito “pós- Bumbódromo”. Quase como num rito de passagem, uma multidão de pessoas munidas de vassouras e sabão se engaja numa mega operação de limpeza dos chafarizes, que se transformam à noite numa pista de dança cibernética, com direito a globos prateados giratórios e canhões de luzes. Neste setor da praça, a batida eletrônica comanda a galera.

A poucos passos dali, literalmente no meio da rua, um potente equipamento de som instalado na mala de um carro faz o povo balançar com música baiana, calipso, forró e funk. Para aqueles que preferem continuar dançando ao som das toadas dos Bois, a boa pedida é alongar um pouco mais a caminhada e conferir os shows que rolam no palco montado na lateral direita da igreja, onde as principais bandas e vozes regionais se apresentam acompanhados de dançarinos.

Durante o dia, debaixo de um sol escaldante, a festa continua em dois dos mais tradicionais bares: Chapão e Comuna’s. Localizados respectivamente nos territórios azul e vermelho da cidade, eles foram durante muito tempo o retrato da divisão acirrada entre as duas “galeras” do Garantido e Caprichoso.

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